Santo
António
O martelo dos hereges, feito santantoninho milagreiro
Santo António de Lisboa, ou de Pádua (1195-1231). Natural de Lisboa, com o nome de batismo de Fernando Martins, estuda na cidade natal e em Coimbra, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Adere aos franciscanos em 1220, tornando-se leitor de teologia em Bolonha, antes de passar para o sul de França, onde prega contra os albigenses, para, depois, voltar a ensinar teologia em Toulouse e Montpellier. Morre na cidade de Pádua. Para além de ser considerado o martelo dos hereges, vê os seus sermões, transformados numa espécie de manual ou guia dos pregadores franciscanos. Canonizado precocemente pelo papa Gregório IX. O santo popular das nossas lendas, o tal santo-antoninho milagreiro e casamenteiro, das fogueiras e da sardinha assada, semipagãs, é, paradoxalmente, um bom exemplo de cidadania de uma res publica christiana, a que ainda não estava fechada por fronteiras, em compartimentos estanques, permitindo a efetiva liberdade de circulação de pessoas e pensamentos, no grande comércio livre dos cruzamentos de ideias. De qualquer maneira, convém assinalar que os portugueses apenas puderam ler, em língua maternal, as obras completas desse símbolo da nossa Idade Média, na segunda metade do século XX. Sermones Dominicales et Festivi ad Fidem Codicum Recogniti. Cfr. Sermões Dominicais e Festivos, 2 vols., ed. bilingue, com trad. port. de Henrique Pinto Rema, Porto, 1987. Traduz a edição crítica de Pádua, de 1979. Obras Completas, introd., trad. e notas de Henrique Pinto Rema, Lisboa, Editorial Restauração, 1970. Ver Francisco da Gama Caeiro, Santo António de Lisboa, 1967.
Santo António de Lisboa, ou de Pádua (1195-1231). Natural de Lisboa, com o nome de batismo de Fernando Martins, estuda na cidade natal e em Coimbra, na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Adere aos franciscanos em 1220, tornando-se leitor de teologia em Bolonha, antes de passar para o sul de França, onde prega contra os albigenses, para, depois, voltar a ensinar teologia em Toulouse e Montpellier. Morre na cidade de Pádua. Para além de ser considerado o martelo dos hereges, vê os seus sermões, transformados numa espécie de manual ou guia dos pregadores franciscanos. Canonizado precocemente pelo papa Gregório IX. O santo popular das nossas lendas, o tal santo-antoninho milagreiro e casamenteiro, das fogueiras e da sardinha assada, semipagãs, é, paradoxalmente, um bom exemplo de cidadania de uma res publica christiana, a que ainda não estava fechada por fronteiras, em compartimentos estanques, permitindo a efetiva liberdade de circulação de pessoas e pensamentos, no grande comércio livre dos cruzamentos de ideias. De qualquer maneira, convém assinalar que os portugueses apenas puderam ler, em língua maternal, as obras completas desse símbolo da nossa Idade Média, na segunda metade do século XX. Sermones Dominicales et Festivi ad Fidem Codicum Recogniti. Cfr. Sermões Dominicais e Festivos, 2 vols., ed. bilingue, com trad. port. de Henrique Pinto Rema, Porto, 1987. Traduz a edição crítica de Pádua, de 1979. Obras Completas, introd., trad. e notas de Henrique Pinto Rema, Lisboa, Editorial Restauração, 1970. Ver Francisco da Gama Caeiro, Santo António de Lisboa, 1967.
Praticar uma boa obra
Praticar uma boa obra é orar sem
interrupção (1Qr2, 25).
Um santo a orar
Ensina-nos Orígenes que mais vale
um santo a orar do que inúmeros pecadores a pelejar (11Pn
14c).
Expulsar a doença da alma
Da oração e das lágrimas faz-se
como que um emplastro, que expulsa a doença da alma (17Pn
9c).
Caridade
A caridade consiste principalmente
em quatro coisas: coração compungido, contemplação da glória, amor do próximo,
lembrança da própria miséria (22Pn 12d).
Alma da fé
A
caridade é a alma da fé. Se perdida, a fé morre (10Pn6d).
O bem verdadeiro
Quem não possui a caridade, ainda
que faça muito bem, bem verdadeiro, trabalha em vão (Qn
10d).
Bálsamo da caridade
Todas as nossas obras são inúteis
para a vida eterna, se não são condimentadas com o bálsamo da caridade (5Qr
4b).
Entesourar no céu
Entesoura no céu aquele que dá a
Cristo; dá a Cristo o que distribui ao pobre (Qc 6c)
Penitente
As
lágrimas são o pão e a refeição do penitente (3Ps 16e).
Afeto do coração
Deves dar a esmola ao pobre não só
com a mão, mas com o afeto do coração, para que a avareza não fique a chorar a
esmola (9Pn 14c).
Esmola
A
esmola extingue a avareza (9Pn 14c).
Avarento
O
avarento é comida do diabo (3Ps 4b).
Glória
mundana
O sol da glória mundana deve
escurecer-se ao lembrarmo-nos da Paixão do Senhor (1Nt
13b).
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